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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MEUS NEGÓCIOS

Venho a alguns anos ouvindo em sala de aula, ou ao estar proferindo palestras, e por clientes de consultoria, entre outras, as seguintes perguntas: por que a grande maioria dos consultores opina no negócio dos outros e muitas vezes nunca possuiu algum? Você já teve algum negócio, alguma empresa, fora a de prestação de serviços em consultoria? Além de ter conhecimento e já ter tido a experiência de atuar em várias áreas como executivo, você, já foi empreendedor? Estas questões sempre me incomodaram. Embora eu as respondesse que o conhecimento, a experiência acumulada ao longo dos anos e os resultados positivos que alcancei me credenciavam para atuar como consultor ou que não era consultor por ter achado uma saída para o desemprego, sentia um certo desconforto.

No mês de outubro de 2002, ao ministrar uma aula num curso de pós-graduação, na disciplina “Gestão Estratégica”, ao abordar um determinado assunto, citei exemplos tomando como base a opinião de consultores, empresários, executivos e teóricos. Uma aluna-empresária, que no decorrer das aulas mostrou-se excelente, disse-me que não acreditava na atuação de “consultores empresariais, de marketing ou de negócios”. Perguntei-lhe porque e ela respondeu-me com a seguinte pergunta: o Sr. Já teve ou conhece algum consultor que já teve uma fábrica, uma loja, ou uma empresa qualquer, de sucesso, ou que pelo menos tenha “sobrevivido” bem por mais de dois anos e não tenha feito parte das estatísticas das empresas que morrem antes dos primeiros dois anos de existência? Ao responder-lhe que não e justificar o porque da minha atuação e de muitos outros consultores, esta, muito educadamente, completou: o Sr. vai me desculpar, não vou querer polemizar, mas continuo com o meu posicionamento. Tentei continuar com o assunto, mas percebi que seria inútil. A aluna-empresária continuava com seu posicionamento e afirmava que sabia de “histórias terríveis de serviços de consultoria” através de amigos, fornecedores etc. Ao perceber que não iria modificar seu ponto de vista, mesmo com depoimentos positivos de outros alunos (inclusive empresários) sobre serviços de consultoria, resolvi dar andamento à abordagem do conteúdo da disciplina. Terminamos a aula e ao me dirigir para casa não conseguia parar de pensar no que havia ocorrido. Em meio aos pensamentos, vinha a lembrança de conversas com meus colegas consultores que também já tinham ouvido várias vezes o mesmo ou questionamentos parecidos, das matérias/artigos que já tinha lido em revistas e jornais de credibilidade abordando o assunto etc.

Sabemos que ainda existe uma resistência muito grande ao trabalho de consultores por vários motivos.

Passado algum tempo, e após ter a consciência de que iria correr um grande risco, resolvi que iria empreender um outro negócio que não o de consultoria. Sabia que estava colocando “em jogo”, de certa forma, minha carreira de consultor e de professor universitário nas áreas de gestão empresarial e de marketing. Uma outra decisão foi a de não me afastar das salas de aula e das coordenações dos cursos de pós-graduação.

Depois de pesquisar muito, decidi que iria abrir uma loja de artigos para presente e decoração. Os fatores que mais pesaram na decisão: o setor apresentava bons e fortes indicativos, mais e bastante importantes oportunidades que ameaças, potencialidades superiores às fragilidades, maioria dos concorrentes vista como “commodity” pelos consumidores, relativa ameaça de novos entrantes, embora possa não parecer, um negócio difícil de “tocar” estratégica e operacionalmente, o desafio de não ter tido a experiência de atuar no setor e os indicativos de ser muito prazeroso.

Decidi também, no plano de negócio que elaborei, e já que arriscaria alto e com a aquiescência do “eu” consultor, que iria comprar um imóvel, ao invés de alugar, num shopping de bairro de classe média. Utilizei vários tipos de pesquisa até que encontrei o que queria.

Os planejamentos que elaborei, tanto o estratégico quanto o tático e o operacional foram implementados, passo a passo, seguido à risca e re-escrito quando necessário, tomando por base as oscilações e competitividade no mercado no que deveria ser alterado, nas estratégias e respectivas ações que deveriam ser implementadas, o que podia ser inovado etc.

No primeiro ano à frente do negócio trabalhei muito. Entre julho de 2003 e o mesmo mês de 2004 não perdia nada de vista e o controle que fazia era absurdamente rigoroso. Todo e qualquer detalhe era extremamente importante. Veja alguns exemplos:

Acompanhamento diário do ambiente competitivo, através de pesquisas primárias e secundárias, observando suas alterações e as influencias sobre o negócio

As negociações com os fornecedores de produtos e de serviços de transporte quanto aos preços, descontos, prazos para entrega e indenização/troca de avarias

Os custos e as despesas

Manutenção da loja

Preços praticados no mercado

Conferência rígida na recepção de produtos e serviços adquiridos

Compras: tendências, estatísticas, sazonalidade, níveis de consumo, níveis de estoque

Acompanhamento e avaliação sistemática das vendas da loja por fornecedor/produto, à vista e à prazo

Aplicação das ferramentas promocionais analisadas sobre todos os aspectos

Passados mais de dois anos da abertura e funcionamento da loja, o eu empresário e o eu consultor consolidamos todas as nossas iniciativas: nossa visão está em curso, nossa missão bem executada, nossos valores, nossas políticas internas e externas, nossos procedimentos estratégicos, táticos e operacionais etc. Fomos remunerados durante todo o tempo e um dos objetivos que estabelecemos foi o de abrir mais um ponto de venda em 3 (três) anos. Já temos condições para isso sem afetar o negócio existente.

Não vou ser hipócrita e afirmar que não erramos algumas vezes. Incorremos em alguns erros, mas, devido ao cuidado que tínhamos com tudo que planejávamos e realizávamos, eles foram poucos e corrigidos a tempo de não impactar ou inviabilizar o negócio.

Resumindo, o que não nos levou (o eu consultor e o eu empresário-lojista) a fazer parte das estatísticas das empresas que “morrem” antes dos dois primeiros anos de vida foram: o conhecimento, a competência, a responsabilidade, o comprometimento e o prazer de se estar fazendo o que gosta.


(Nildo Leite)

Consultor de Empresas, palestrante, coordenador e professor de cursos de pós-graduação e graduação em instituições de ensino em Salvador-Bahia nas áreas de Gestão Estratégica e Marketing. É mestrando em Marketing e Gestão Empresarial pela Universidade Internacional de Lisboa – Portugal, pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), em Administração com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá (UES-RJ) e em Estudos de Política e Estratégias Nacionais pela Escola Superior de Guerra (ESG/ADESG-BA).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

RONALDO FENÔMENTO DEIXA A BOLA PARA BUSCAR O TÍTULO DE FENÔMENO PUBLICITÁRIO.

 Em um nível de popularidade comparável no Brasil apenas aos também mitológicos Pelé e Ayrton Senna, o jogador Ronaldo Luis Nazário de Lima, 34 anos de idade, anuncia oficialmente o fim da sua carreira nas quatro linhas nesta segunda-feira (14), em coletiva de imprensa prometida para o início da tarde.
Se foi um fenômeno nos gramados, Ronaldo também foi fenomenal nas jogadas, por assim dizer, de marketing. De origem humilde, mas articulado, logo no início mostrou habilidade nos contratos de patrocínio e na construção da sua imagem. A chegada precoce à Europa lhe garantiu acesso às sutilezas do universo mercadológico. Nesses 18 anos nos campos, Ronaldo amealhou uma fortuna pessoal estimada por especialistas em R$ 1 bilhão, a maior parte dela com marketing.
A Ambev foi a primeira marca a buscar associação com a imagem de Ronaldo, em 1994, antes da vitoriosa Copa dos EUA. O jogador nunca interrompeu o compromisso com a empresa de bebidas. As marcas Guaraná Antarctica e Brahma Chopp são as que exploram mais sua imagem em campanhas publicitárias. Com a Nike mantém contrato vitalício que lhe garante receita anual de cerca de R$ 14 milhões. Parte da receita é oriunda da venda da linha R9 ("R" de Ronaldo e 9, o número da sua camisa de jogo).
Mas o valor nunca foi admitido pela empresa de artigos esportivos e nem pelo craque, que vai se dedicar a partir de agora à direção da 9ine (lê-se naine), empresa de marketing esportivo que lançou no ano passado em sociedade com o grupo inglês WPP, negócio costurado de forma tripartite por Ronaldo, Sérgio Amado (presidente do grupo Ogilvy no Brasil) e Sir Martin Sorrell, controlador da holding de comunicação com base em Londres. A 9ine já está administrando a carreira/imagem do lutador brasileiro Anderson Silva, que ganhou em combate com Vitor Belfort o título mundial do UFC (Ultimate Fighting Championship).
Caso não decidisse parar, Ronaldo Fenômeno poderia ser prospect potencial da 9ine, já que sua imagem vinha sofrendo desgaste continuado. Afinal, um atleta não pode ficar obeso como ele e não render em campo o que uma marca como o Corinthians espera de retorno, sobretudo as cobranças dos patrocinadores que investem cerca de R$ 100 milhões por ano clube, grande parte deles atrelados à imagem de Ronaldo. Os valores dos contratos com a Neo Química, marca de genéricos da Hypermarcas, por exemplo, estão garantidos para 2011 ou no prazo estipulado de vencimento. Porém, caso o clube não consiga vitórias e títulos importantes na temporada, terão revisão orçamentária para 2012. Os contratos de imagem de Ronaldo são feitos separadamente.
Apesar do fim próximo de epílogo melancólico, Ronaldo já mostrou habilidade de marketing para o anúncio. Assim que anunciou sua saída, logo repercutida nas mídias sociais e pelos principais sites de notícias do mundo. Ronaldo é uma personalidade. Um fenômeno da publicidade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO


O planejamento estratégico para uma campanha publicitária é tão importante quanto qualquer outra função em uma agência publicitária, pois permite uma avaliação contínua de ações presentes e futuras a serem tomadas. Este precisa ser bem elaborado, suas estratégias deverão estar muito bem delineadas, consistente com as determinações dos objetivos, e alternativas a serem avaliadas.
Alguns gestores ao contratar os publicitáriosacreditam que terão retorno imediato para solução de seus problemas, isso pode e não pode acontecer. Estes problemas podem ser a competitividade, a imagem da empresa, e as promoções de produtos. Sem dúvidas alguns desses problemas podem ser resolvidos imediatamente com a veiculação de propagandas em mídias direcionadas. Mas só com o planejamento estratégico que os problemas podem ser resolvidos de vez, ao invés das decisões meramente intuitivas e lotéricas que muitos gestores e alguns publicitários tem, o planejamento estabelece critérios, metas, objetivos e diretrizes que diminui os riscos. No planejamento estratégico não existem estratégias erradas, existem estratégias mal definidas e empresas pouco estudas.
Este é um processo abrangente que visa definir o que a empresa deveria tornar- se e como realizar melhor seus objetivos. Alguns especialistas argumentam que esse processo é lento, complexo e de difícil execução, pois o mercado muda instantaneamente e eles precisam utilizar um processo ágil, flexíveis e com rápida mudança, quase que on-line.
Mudanças rápidas estão acontecendo e as empresa precisam acompanhar essas mudanças, se renovando tecnologicamente, investindo em programa de qualidade, treinamentos e na comunicação, pois, os usuários finais que são os seus clientes estão cada vez mais exigentes quanto a preço, qualidade e atendimento. E os publicitários possuem ferramentas para fazer com que seu cliente se destaque em relação à concorrência.
O planejamento pode ser resumido em uma análise situacional do ambiente competitivo, estudo da situação da empresa no mercado municipal, regional e mundial, definição e conhecimento da missão da empresa, decisões sobre ações a serem realizadas e as metas melhor forma possível, otimizando resultados, ou seja trazendo lucratividade as empresa. Ele é usado na construção de uma carreira e até na vida pessoal.
O planejamento estratégico é composto por estratégias organizacionais,ou seja decisões que podem ser programadas e não programadas, onde forma de investir melhor, de criar novos produtos, treinamentos, alavancar novos mercados, fortalecer a imagem e outros, que geralmente, são assuntos pautados em reuniões entre os gestores e os publicitários.
Os publicitários elaborando um planos estratégico de marketing podem auxiliar as empresas nas transmissões de idéias ao público alvo, seja com o objetivo de provocar mais vendas, fixar uma marca, melhores atendimentos ou até mesmo fortalecer a imagem empresarial no ambiente interno e externo, pois possuem como premissa a necessidade de conhecer seus clientes, clientes de seus cliente,para resolver os problemas das empresas, e alcançarem os objetivos a que foram destinados.
Por fim, a necessidade do planejamento é claro nas empresas e todo publicitário precisa conhecer seu cliente e o mercado em que ele atua incluindo os concorrentes, os ambientes interno e externo da empresa, isso no próprio briefing se faz, mas precisa de técnicas, práticas e até boa vontade que se adquire fazendo.

(Cláudia Almeida)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

TENDÊNCIAS DO MARKETING PROMOCIONAL

 "No entender de 78% das empresas pesquisadas, a propaganda em mídia impressa e eletrônica já não é mais suficiente para promover ou vender um produto ou marca e 63% concordam que a tendência será destinar uma verba maior para as atividades promocionais. Quando perguntadas sobre a intenção da contratação de uma agência de propaganda para desenvolver suas ações promocionais, 70% dos entrevistados responderam que as agências de propaganda são especializadas apenas em campanhas publicitárias e 71% concorda que o custo da contratação de uma agência de propaganda para desenvolver ações promocionais encarece o processo.

As campanhas promocionais em geral apresentam melhor relação custo X benefício quando comparadas às campanhas de propaganda para 51% das empresas. A maioria delas (53%) considera também que a promoção é o melhor instrumento para atingir as classes C, D e E."

Esta é uma das conclusões da pesquisa AMPRO /IBOPE Inteligência a respeito do o comportamento e as tendências do marketing promocional no Brasil.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO MARKETING PESSOAL



Hoje em dia fala-se muito em marketing pessoal, considerado fundamental para qualquer pessoa se sair bem no mercado de trabalho. Mas, não se pode esquecer que além de promover a sua imagem dentro da empresa, o profissional deve mantê-la e para que isto aconteça, precisa usar a verdade para divulgar as suas competências técnico-profissionais.
Não adianta se utilizar de propaganda enganosa, colocando no currículo  coisas que não se saber fazer. É a regra do não basta dizer que sabe, é preciso saber fazer, pois uma hora isto vai ficar claro para todos. E uma das melhores formas de fazer marketing pessoal é através do autoconhecimento.
Um indivíduo que conhece seu comportamento, sua forma de pensar e agir, aprende a lidar muito melhor com suas limitações e qualidades, e isto facilita o seu relacionamento profissional.


DICAS PUBLICITÁRIOS DE ELITE:


1 - Seja responsável pela sua própria vida, carreira e desenvolvimento. Dessa forma, você sempre será reconhecida como alguém de muito valor agregado, uma pessoa que faz a diferença.

2 - Estude e acompanhe novas tendências e mudanças para não ficar para trás. Estamos todos indo ao encontro do o futuro, portanto não podemos perder o rumo, nem nos iludir com "miragens".

3 - Desenvolva capacidades e competências para melhorar seu desempenho pessoal. A nossa segurança, ou empregabilidade, depende da nossa produtividade e do potencial que temos como pessoas e profissionais.

4 - Invista em suas habilidades de comunicação e sociabilidade. Não adianta ser boa se ninguém a conhece ou se o seu trabalho não aparece. Precisamos saber ouvir tão bem quanto falamos, pois a comunicação é um caminho duplo.

5 - Pratique o “Kaizen”, a filosofia da melhoria constante e contínua baseada na aprendizagem vitalícia. A maior vantagem competitiva que temos é a capacidade de aprender melhor e mais rápido que os outros.

6 - Observe e pesquise tudo e todos. Mantenha os olhos abertos e a mente funcionando. Como diz um ditado ZEN: "Para a mente preparada, a oportunidade aparece."

7 - Acima de tudo, mantenha-se leve, flexível e adaptável. A vida é feita de mudanças constantes e precisamos aprender a acompanha-las e respeita-las. "A maior obra de arte é saber transformar a si mesmo, eternamente..."

MARKETING DE GUERRILHA





O termo marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, ou seja, é um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de gue Todos sabem, ou pelos menos deveriam saber, a importância que o marketing exerce sob as empresas e o mercado, não importando o seu tamanho.

Muitos não dão o seu devido valor pelo fato de não conhecer, ou pensar que investir em marketing é algo restrito apenas às grandes empresas, devido o pensamento incorreto de que investir no marketing, na publicidade, é necessário um grande volume financeiro. Mas nem tudo é como parece.
Para quebrar essa falsa idéia de que para fazer o marketing bem feito é necessário um grande investimento financeiro, existe o marketing de guerrilha. O nome pode assustar, mas isso é somente até conhecê-lo, ou ter uma idéia dos resultados que esta modalidade de marketing proporciona.

O marketing de guerrilha é constituído por formas não convencionais de se fazer marketing, furando o congestionamento do mercado onde milhares estão gritando seus nomes no mesmo tom, colocando sua marca mais perto do seu público, ganhando maior atenção e correndo menos risco da publicidade ser ignorada, sendo assim, evitando gastos com ações que não trazem resultados satisfatórios.
Marketing de guerrilha

O termo marketing de guerrilha vem da guerrilha bélica, ou seja, é um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes, chamados de guerrilheiros.

Em geral, táticas de guerrilha são usadas por uma parte mais fraca contra uma mais forte. Se por um lado os guerrilheiros muitas vezes carecem de equipamento e treinamento militar adequados, por outro contam com a ajuda de populações que os defendem e com ataques-surpresa ao inimigo, sem necessidade de manter uma linha de frente. O conhecimento do terreno de combate também é uma arma bastante usada na guerra de guerrilhas.

A Guerra do Vietnam é um exemplo típico no qual o exército regular dos Estados Unidos acabou vencido pela guerrilha vietnamita, embora aquele conflito tenha outros fatores e características bem próprios.


Por princípio, as ferramentas de Marketing de Guerrilha são utilizadas por empresas menores com o objetivo de combater grandes concorrentes ou simplesmente sobreviverem. O Marketing de Guerrilha, como descrito por Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing de 1982, utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados”. Levinson diz que pequenas empresas empreendedoras são diferentes de empresas grandes. Ele menciona um artigo da Harvard Business Review de Welsh e White que diz que pequenos negócios não são versões menores de um negócio grande. Por causa da falta de recursos dos pequenos negócios, estes precisam utilizar diferentes tipos de estratégias de marketing e táticas.

Porém, na atual sociedade saturada de comunicação, grandes empresas começam a utilizar o Marketing de Guerrilha em seu mix de martketing para atingirem os corações e mentes de seus públicos-alvo e trazerem atitude para suas marcas.

MARKETING MUSICAL EXISTE?



É comum, hoje em dia, chegarmos a um shopping, a uma loja (as de conveniência então...) ou até mesmo a um restaurante e sermos surpreendidos por novas ações no ponto de venda ou descobrirmos novas mídias internas inventadas, recriadas ou simplesmente bem aproveitadas.
Uma dessas novidades (que de novo nada tem, apenas o fato de, hoje, serem encaradas como itens importantes da comunicação das empresas) é o Sound Branding. O som da marca é uma das ações mais importantes na comunicação direta com o público final. Música é algo que todo mundo gosta, e tem o poder de associar imediatamente uma marca a um determinado público. É claro que por fazer uma associação direta e imediata, deve ser profundamente estudada antes de ser “tocada” em determinado estabelecimento, não aceitando erros. Portanto, antes de se criar uma trilha sonora, escolhendo as músicas que devem ser tocadas em cada estabelecimento, um estudo especifico de posicionamento do cliente deve ser feito de forma criteriosa, atentando-se para indicadores como público alvo, imagem da marca, lay-out do estabelecimento, classe social atingida, preço, equipe de vendas, conceito de coleção, dentre outros fatores.
Até ai, esclarecemos o que é o som da marca. Agora, pensem em organizarmos as músicas que estarão na programação, dividindo-as por horário e dias da semana, respeitando os diferentes públicos e os diferentes objetivos do cliente que sai às compras na segunda pela manhã e do outro que sai sábado à noite. Ou ainda, quem sabe, estabelecendo periodicidade para cada estilo, por exemplo: Que tal um restaurante contemporâneo resolver comemorar os 50 anos da Bossa Nova. Então, a cada duas músicas, a terceira é uma bossa? Ou, ainda, um cliente comemora o ano da França no Brasil e resolve tocar, a cada 20 minutos, uma saudação em francês? Quem sabe, ainda instalar caixinhas de som do lado de fora de sua loja para chamar o cliente que está passando a ouvir aquele som que por si só já diz toda a pretensão da marca? Finalmente, porque não criar um espaço onde o cliente pode entrar e escolher a música a ser tocada enquanto ele está comprando e gastando seu dinheiro com aquele bem ou serviço? Pronto! Ai está o Marketing Musical. Ah, e ele existe!

(Pedro Ganem Salomão - sócio da produtora Rádio Ibiza)

Obrigado Pedro Ganem!
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